domingo, 25 de maio de 2014
BioBlog: Uma reflexão sobre o caráter esquizóide
BioBlog: Uma reflexão sobre o caráter esquizóide: Alexander Lowen diz que a sociedade contemporânea possui fortes traços esquizóides, ao contrário da época de Freud, quando a principal ques...
quarta-feira, 21 de maio de 2014
PARCERIA FAMÍLIA /ESCOLA/PROFISSIONAIS
Parceria entre família, escola e profissionais
Família e escola são pontos de apoio e sustentação à criança. Desta forma, conhecer o aluno é uma tarefa primordial do professor e da escola, pois irá interferir no planejamento educacional mais adequado. Já a família, é o cenário onde se vivem experiências que orientam o comportamento do indivíduo para a vida. Além destas bases, o aluno pode contar ainda com o apoio multidisciplinar, cuja função é a de resgatar potencialidades individuais e fazer com que o sujeito compreenda melhor suas atitudes diante de atitudes dos outros.
Entender o indivíduo como parte de um sistema, com elementos que interagem entre si, influenciando cada parte e sendo por ela influenciado, traz uma luz à compreensão acerca do desenvolvimento humano, contribuindo para a reflexão sobre os contextos familiar, escolar e multidisciplinar, que tanto podem ser elementos de inclusão e segurança, como fontes de conflitos.
A parceria se baseia no relacionamento entre pessoas ou instâncias que apresentam objetivos comuns. No caso de crianças com dificuldades de aprendizagem, a parceria entre a família, a escola e também os profissionais que as acompanham deve ter como objetivo principal a criação de recursos que viabilizem o crescimento, o aperfeiçoamento acadêmico e pessoal destas crianças. Guenther (2006) enfatiza que educar é tarefa tão ampla, complexa e multidimensional, que é ingenuidade acreditar que poderia ser realizada por uma só entidade.
A partir do momento em que a escola, a família e os profissionais compreendem as dificuldades e os esforços da criança, é mais fácil buscar os recursos para ajudá-la a superar os problemas no processo de aprendizagem.
Na realidade, pode haver obstáculos na comunicação entre estas categorias. Snowling (2004) ressalta que os pais das crianças com dificuldades de aprendizagem tendem a ser percebidos de maneira negativa pela escola. Em geral, esses próprios pais tiveram dificuldade para aprender a ler e a escrever, e sua ansiedade com relação ao seu filho pode ser mesclada de culpa sobre sua própria inadequação na alfabetização. Porém, é exatamente neste ponto que a parceria pode e deve ser construída. A partir do momento em que o contexto é compreendido, o apoio se fortalece.
Em um dos casos atendidos pela equipe do Hospital de Olhos foi possível visualizar como funciona essa parceria ideal. Estavam presentes a equipe escolar (representada pela professora e a supervisora), a família e a equipe do hospital. A escola juntamente à família se mostrou interessada em se inteirar da conduta a ser realizada com o aluno a partir do novo tratamento. Nós do hospital ficamos inteirados sobre o modo como a escola trabalha e o que pensam e, portanto, entendemos melhor o dia a dia escolar. Esta interação trouxe segurança à própria criança e à família, aumentando a confiança na relação. Todos foram beneficiados!
Quanto mais eficaz for a comunicação, melhor será a parceria e mais positivos e significativos serão os resultados na formação do sujeito. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. O modo como os professores percebem as limitações de seus alunos e o modo como alertam os pais sobre estas dificuldades faz toda a diferença na busca por ajuda. O apoio do profissional especializado contribui não só para a melhora pedagógica, emocional ou cognitiva, mas essencialmente na interface entre a escola e a família.
É muito importante que essas três instâncias se tornem parceiras diante da situação de dificuldade de aprendizagem da criança. Cada um deve sentir que tem algo a contribuir dentro de suas possibilidades para o melhor desenvolvimento das potencialidades e talentos da criança.
Marina Reis Botelho
Psicóloga Clínica - CRP 04/24476
Especialista em Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais
Departamento de Distúrbios de Aprendizagem relacionados à Visão
Hospital de Olhos de Minas Gerais
Referências Bibliográficas:
- GUENTHER, Zenita Cunha. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão. Petrópolis,RJ: Vozes, 2006.
- GUENTHER, Zenita Cunha. Nova Psicologia para a Educação: educando o Ser Humano. Bauru, SP: Canal6, 2009.
- SNOWLING, Margaret; STACKHOUSE, Joy e cols. Dislexia, fala e linguagem: um manual do professional. Porto Alegre, RS: Artmed, 2004.
Família e escola são pontos de apoio e sustentação à criança. Desta forma, conhecer o aluno é uma tarefa primordial do professor e da escola, pois irá interferir no planejamento educacional mais adequado. Já a família, é o cenário onde se vivem experiências que orientam o comportamento do indivíduo para a vida. Além destas bases, o aluno pode contar ainda com o apoio multidisciplinar, cuja função é a de resgatar potencialidades individuais e fazer com que o sujeito compreenda melhor suas atitudes diante de atitudes dos outros.
Entender o indivíduo como parte de um sistema, com elementos que interagem entre si, influenciando cada parte e sendo por ela influenciado, traz uma luz à compreensão acerca do desenvolvimento humano, contribuindo para a reflexão sobre os contextos familiar, escolar e multidisciplinar, que tanto podem ser elementos de inclusão e segurança, como fontes de conflitos.
A parceria se baseia no relacionamento entre pessoas ou instâncias que apresentam objetivos comuns. No caso de crianças com dificuldades de aprendizagem, a parceria entre a família, a escola e também os profissionais que as acompanham deve ter como objetivo principal a criação de recursos que viabilizem o crescimento, o aperfeiçoamento acadêmico e pessoal destas crianças. Guenther (2006) enfatiza que educar é tarefa tão ampla, complexa e multidimensional, que é ingenuidade acreditar que poderia ser realizada por uma só entidade.
A partir do momento em que a escola, a família e os profissionais compreendem as dificuldades e os esforços da criança, é mais fácil buscar os recursos para ajudá-la a superar os problemas no processo de aprendizagem.
Na realidade, pode haver obstáculos na comunicação entre estas categorias. Snowling (2004) ressalta que os pais das crianças com dificuldades de aprendizagem tendem a ser percebidos de maneira negativa pela escola. Em geral, esses próprios pais tiveram dificuldade para aprender a ler e a escrever, e sua ansiedade com relação ao seu filho pode ser mesclada de culpa sobre sua própria inadequação na alfabetização. Porém, é exatamente neste ponto que a parceria pode e deve ser construída. A partir do momento em que o contexto é compreendido, o apoio se fortalece.
Em um dos casos atendidos pela equipe do Hospital de Olhos foi possível visualizar como funciona essa parceria ideal. Estavam presentes a equipe escolar (representada pela professora e a supervisora), a família e a equipe do hospital. A escola juntamente à família se mostrou interessada em se inteirar da conduta a ser realizada com o aluno a partir do novo tratamento. Nós do hospital ficamos inteirados sobre o modo como a escola trabalha e o que pensam e, portanto, entendemos melhor o dia a dia escolar. Esta interação trouxe segurança à própria criança e à família, aumentando a confiança na relação. Todos foram beneficiados!
Quanto mais eficaz for a comunicação, melhor será a parceria e mais positivos e significativos serão os resultados na formação do sujeito. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente. O modo como os professores percebem as limitações de seus alunos e o modo como alertam os pais sobre estas dificuldades faz toda a diferença na busca por ajuda. O apoio do profissional especializado contribui não só para a melhora pedagógica, emocional ou cognitiva, mas essencialmente na interface entre a escola e a família.
É muito importante que essas três instâncias se tornem parceiras diante da situação de dificuldade de aprendizagem da criança. Cada um deve sentir que tem algo a contribuir dentro de suas possibilidades para o melhor desenvolvimento das potencialidades e talentos da criança.
Marina Reis Botelho
Psicóloga Clínica - CRP 04/24476
Especialista em Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais
Departamento de Distúrbios de Aprendizagem relacionados à Visão
Hospital de Olhos de Minas Gerais
Referências Bibliográficas:
- GUENTHER, Zenita Cunha. Desenvolver capacidades e talentos: um conceito de inclusão. Petrópolis,RJ: Vozes, 2006.
- GUENTHER, Zenita Cunha. Nova Psicologia para a Educação: educando o Ser Humano. Bauru, SP: Canal6, 2009.
- SNOWLING, Margaret; STACKHOUSE, Joy e cols. Dislexia, fala e linguagem: um manual do professional. Porto Alegre, RS: Artmed, 2004.
domingo, 18 de maio de 2014
sábado, 3 de maio de 2014
AMOR INCONDICIONAL
"Deus é amor", mas como podemos definir esse sentimento? O Dicionário de Herança Americana define amor como "uma intensa afeição por uma outra pessoa baseada em laços pessoais ou familiares". Frequentemente, essa "intensa afeição" surge de uma atração sexual pela outra pessoa. Amamos outras pessoas, ou dizemos que as amamos, quando somos atraídos a elas ou quando nos fazem sentir bem. Note que uma frase chave na definição de amor encontrada no dicionário é a frase "baseada em". Esta frase implica que amamos condicionalmente; em outras palavras, amamos alguém porque cumprem a condição que exigimos para que possamos amá-los. Quantas vezes você já escutou ou disse: "eu amo você por ser simpático"; ou "eu amo você por cuidar de mim"; ou "eu amo você porque sempre me divirto quando estou ao seu lado"?
Nosso amor não só é condicional, mas também inconstante. Nosso amor é baseado em emoções e sentimentos que podem mudar de um momento para o outro. A taxa de divórcio é extremamente alta na sociedade de hoje porque maridos e esposas param de um amar uns aos outros depois que se "desapaixonam". Talvez passem por uma fase difícil no casamento e não "sentem" mais amor por seu esposo ou esposa, então pulam fora. Evidentemente, o voto de seu casamento de "até que a morte nos separe" significa que podem se separar quando o amor por seu cônjuge morre, ao invés de sua morte física.
Será que alguém pode realmente compreender amor "incondicional"? Parece que o amor que os pais sentem por seus filhos é o mais perto de amor incondicional que podemos alcançar sem a ajuda de Deus nas nossas vidas. Continuamos a amar nossos filhos através dos tempos bons e ruins, e não paramos de amá-los mesmo quando não atingem nossas expectativas. Fazemos a escolha de amar nossos filhos mesmo quando os consideramos difíceis de serem amados; nosso amor não acaba mesmo quando não "sentimos" amor por eles. Isso é parecido com o amor de Deus para conosco, mas como veremos em breve, o amor de Deus ultrapassa a definição humana de amor ao ponto que é difícil de realmente compreendê-lo.
Deus é amor: Como Deus define amor?
A Bíblia nos diz que "Deus é amor" (1 João 4:8). Mas como podemos começar a entender essa verdade? Há várias passagens na Bíblia que nos dão a definição de Deus para o amor. O verso mais conhecido é João 3:16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Então uma forma que Deus define amor é com o ato de dádiva. No entanto, o que Deus deu (quer dizer, "quem" Ele deu) não foi um simples presente embrulhado; Deus sacrificou Seu único Filho para que nós, os que colocamos nossa fé nEle, não passássemos a eternidade separados de Deus. Esse é um amor incrível porque somos nós que escolhemos permanecer separados de Deus através de nossos próprios pecados, mas é Deus quem conserta essa separação através de Seu grande sacrifício pessoal, e tudo que precisamos fazer é aceitar esse presente.
Outro verso excelente sobre o amor de Deus é encontrado em Romanos 5:8: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Assim como em João 3:16, não é mencionado nesse versículo nenhuma condição imposta por Deus para o Seu amor. Deus não diz: "assim que você colocar sua vida em ordem, eu vou amá-lo". Ele também não diz: "Sacrificarei meu Filho se você prometer me amar". Na verdade, encontramos justamente o contrário em Romanos 5:8. Deus quer que saibamos que Seu amor é incondicional, por isso Ele mandou Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós quando ainda éramos pecadores que não mereciam ser amados. Não tínhamos que arrumar nossas vidas, nem tínhamos que fazer promessas a Deus para que pudéssemos experimentar do Seu amor. Seu amor por nós tem sempre existido e, por causa disso, Ele já deu e sacrificou tudo que era necessário muito tempo antes de percebermos que precisávamos de Seu amor.
A Bíblia nos diz que "Deus é amor" (1 João 4:8). Mas como podemos começar a entender essa verdade? Há várias passagens na Bíblia que nos dão a definição de Deus para o amor. O verso mais conhecido é João 3:16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Então uma forma que Deus define amor é com o ato de dádiva. No entanto, o que Deus deu (quer dizer, "quem" Ele deu) não foi um simples presente embrulhado; Deus sacrificou Seu único Filho para que nós, os que colocamos nossa fé nEle, não passássemos a eternidade separados de Deus. Esse é um amor incrível porque somos nós que escolhemos permanecer separados de Deus através de nossos próprios pecados, mas é Deus quem conserta essa separação através de Seu grande sacrifício pessoal, e tudo que precisamos fazer é aceitar esse presente.
Outro verso excelente sobre o amor de Deus é encontrado em Romanos 5:8: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". Assim como em João 3:16, não é mencionado nesse versículo nenhuma condição imposta por Deus para o Seu amor. Deus não diz: "assim que você colocar sua vida em ordem, eu vou amá-lo". Ele também não diz: "Sacrificarei meu Filho se você prometer me amar". Na verdade, encontramos justamente o contrário em Romanos 5:8. Deus quer que saibamos que Seu amor é incondicional, por isso Ele mandou Seu Filho, Jesus Cristo, para morrer por nós quando ainda éramos pecadores que não mereciam ser amados. Não tínhamos que arrumar nossas vidas, nem tínhamos que fazer promessas a Deus para que pudéssemos experimentar do Seu amor. Seu amor por nós tem sempre existido e, por causa disso, Ele já deu e sacrificou tudo que era necessário muito tempo antes de percebermos que precisávamos de Seu amor.
Deus é amor: É incondicional
Deus é amor, e seu amor é bem diferente do amor humano. O amor de Deus é incondicional e não se baseia em sentimentos e emoções. Ele não nos ama por sermos amáveis ou por fazermos Ele se sentir bem; Ele nos ama porque Deus é amor. Ele nos criou para ter um relacionamento de amor com Ele, por isso sacrificou Seu único Filho (que morreu por nós de bom grado) para restaurar esse relacionamento.
Deus é amor, e seu amor é bem diferente do amor humano. O amor de Deus é incondicional e não se baseia em sentimentos e emoções. Ele não nos ama por sermos amáveis ou por fazermos Ele se sentir bem; Ele nos ama porque Deus é amor. Ele nos criou para ter um relacionamento de amor com Ele, por isso sacrificou Seu único Filho (que morreu por nós de bom grado) para restaurar esse relacionamento.
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