quarta-feira, 8 de outubro de 2014

EU E MEU FILHO



Pablo Casals foi um famoso violoncelista, regente e compositor espanhol, que morreu no ano de 1973.
Certa vez, ele escreveu a respeito do momento único do Universo, um momento que jamais vai se repetir.
O momento que estamos com nosso filho.
E o que ensinamos ao nosso filho? - indaga o compositor.
Ensinamos coisas que lhe valerão para a vida, para o mundo das formas em que nos agitamos.
Ensinamos que dois e dois são quatro. Ensinamos que a capital da França é Paris; que a Espanha fica no continente europeu.
Ensinamos sobre relevo, para que ele saiba a diferença entre um planalto, planície, morro, uma montanha.
E onde fica a Cordilheira dos Andes, os Balcãs, o Oceano Atlântico.
Ensinamos que o Sol é uma estrela de quinta grandeza, que a Terra se move ao redor dele, num concerto harmonioso.
Que o Sol viaja pelo espaço, levando consigo a sinfonia dos mundos que o rodeiam. Que a Lua dos enamorados é um satélite da Terra.
Sim, ensinamos muitas coisas.
São coisas importantes. Nosso filho crescerá, se tornará profissional, regerá sua própria vida.
Movimentar-se-á pelas vias do mundo, produzindo, semeando, interferindo em outras vidas com a sua maneira de agir, de ser.
Tudo, graças ao que lhe ensinamos.
Mas, naquele momento único, mágico, em que estivemos com ele, nós lhe dissemos que ele é uma maravilha?
Que não existe sobre a face da Terra nenhum ser igual a ele?
Nós lhe informamos sobre as maravilhas do Mundo Antigo e Moderno e o fizemos se encantar com elas.
Mas, dissemos como ele é especial?
Alguma vez lhe dissemos: Você sabe que é uma pessoa única? Desde o começo do Mundo, nunca houve outra criança como você.
Suas pernas, seus braços, seus dedos, a maneira como você se movimenta, as coisas que diz, os gestos que faz, tudo isso é único, é só seu.
Você pode se tornar um Shakespeare, um Michelangelo, um Beethoven.
Você é capaz de fazer qualquer coisa. E, quando crescer, vai poder ter um filho que será como você, uma maravilha. Sabe?
Isso, com certeza, tornará nosso filho capaz de enfrentar muitos desafios.
Esta mensagem o acompanhará aonde quer que vá. Quando o mundo tentar lhe dizer que ele é um fracasso, ele recordará do nosso recado.
Quando o desapontamento por um revés tentar colocar em seus ombros o manto da tristeza, ele lembrará da nossa mensagem.
Quando o namoro acabar, quando a nota alcançada no concurso não for a esperada, quando o dia se apresentar cinzento, ele recordará...
E, recordando, erguerá a cabeça, ajustará os ombros, e dirá a si mesmo: Posso não ter vencido o concurso, mas eu tentei.
Não consegui o emprego almejado, mas realizo muito bem o meu trabalho.
Não ganho tanto quanto eu desejara, mas tenho certeza de que sou muito bom naquilo que faço.
Eu sou uma maravilha, sou um filho de Deus, especial.
Ninguém, no Mundo, é igual a mim.
E continuará em frente, avante, para o alto.

ESQUIZÓIDES



Reconheça uma pessoa esquizoide antes de se apaixonar
O terapeuta italiano Walter Riso reuniu todos os tipos de destroçadores de corações no livro "Amores de Alto Risco - Os Estilos Afetivos Pelos Quais Seria Melhor Não se Apaixonar: Como Identificá-los e Enfrentá-los" (L&PM Pocket, 2011).
Divulgação
Livro explica tipos de amor dos quais devemos nos precaver
Na concepção do autor, são oito os tipos de amantes que podem nos afastar da felicidade e da troca efetiva de boas experiências e sentimentos: o "histriônico-teatral", dono de um amor torturante, o "paranóico-vigilante", com o amor desconfiado, o "passivo-agressivo", com o amor subversivo, o "narcisista-egocêntrico", com o amor egoísta, o "obssessivo-compulsivo", com o amor perfeccionista, o "antissocial/encrenqueiro", com o amor violento, o "esquizoide-ermitão", com o amor desvinculado ou indiferente, e o "limítrofe-instável", com o amor caótico.
De acordo com Riso, um dos tipos que mais causa sofrimento é o esquizoide, formado pelos indivíduos que se isolam afetivamente do companheiro em uma forma de agressão silenciosa. Segundo o italiano, essas pessoas sofrem de certo analfabetismo emocional e de falta de empatia, com ausência quase absoluta de erotismo. Mesmo assim, não é difícil cair nas teias delas.
"(...) muitas pessoas se envolvem e terminam entrando no jogo do amor desvinculado. Talvez porque, no começo da relação, o sujeito esquizoide não se pareça em nada com um buraco negro e ninguém suspeite da sua incapacidade de dar e receber afeto. A impressão que costumam causar durante a conquista é de que são pessoas respeitosas e um pouco misteriosas, o que, sem dúvida, atrai seus pretendentes. O disfarce é quase perfeito: a) "boas pessoas", porque enquanto não se sentem invadidas, não são agressivas; b) "respeitosas", porque o seu distanciamento é percebido inicialmente como tolerância e consideração; e c) "misteriosas", porque devido à sua fobia pela intromissão costumam ser muito reservadas no que diz respeito aos assuntos pessoais."
O terapeuta alerta que o maior perigo deste estilo afetivo é que os "defeitos" aparecem apenas depois que o vírus do amor já foi disparado. "Só quando se está apaixonado por alguém assim é que se pode sentir o rechaço em sua plenitude e a frieza do ermitão afetivo: esse é o cruel paradoxo."
Riso ilustra cada caso com histórias vividas por seus pacientes e explica no livro quais são os tipos de personalidades mais vulneráveis aos esquizoides. O autor fala sobre a possibilidade de se conviver com uma pessoa com essas características e dos riscos de seguir seus caminhos e se transformar em um "esquizoide falsificado".
Veja trecho de "Amor de Alto Risco" sobre como identificar um esquizoide antes de se apaixonar.
Em princípio, é preciso suspeitar de qualquer um que se proteja demais com segredos e com atitudes defensivas exageradas. O esquizoide se limitará a ser formal e amável, mas evitará qualquer tipo de pergunta ou atitude que implique se comprometer emocionalmente com os demais. Os paranoides e alguns obsessivos também demonstram receio que os outros se intrometam nas suas vidas; porém, no esquizoide não aparecem o delírio de perseguição do paranoide nem a assepsia do perfeccionista.
A alexitimia não pode ser dissimulada com facilidade. A inexpressividade verbal e gestual, assim como a pouca vida interior que os caracteriza não passarão despercebidas. Seu discurso vai ser monótono e carente de energia, parecido com o que ocorre com o passivo-agressivo. Terá muito poucos amigos e você vai notar que ele é indiferente à opinião dos demais, assim como à dor e à alegria alheia.
Mas onde o estilo esquizoide se faz mais evidente é quando se depara com temas como o amor, a amizade, a paixão, as fantasias e a compaixão. Ou seja, as questões em que o fator humano e a sensibilidade ganham mais força. Em poucos encontros, o efeito atração-repulsa será inevitável: quanto mais você se aproximar dele ou dela, mais se afastará; quanto mais amável você for, mais distante será o comportamento dele o dela. E, rapidamente, você estará brincando de gato e rato.
Algumas das seguintes pautas poderão servir como guia:
- Suas respostas emocionais tenderão a ser planas e pouco expressivas.
- Não desfrutará muito das relações íntimas. Vai aceitá-las a contragosto, sempre e quando não houver compromisso.
- Você sentirá que deve tomar a iniciativa quase sempre em relação a tudo, mas a sua negligência não será motivada por intenções subversivas, como no caso do passivo-agressivo. Simplesmente, "dará no mesmo" para ele, pois nada o deixa entusiasmado.
- Será uma pessoa solitária, com poucos amigos e terá uma história afetiva muito pobre.
- Quando você perguntar das suas expectativas ou dos seus sonhos, perceberá que as suas metas e a sua vida interior são pobres. Pecará por um realismo cru, como se as suas fantasias não pudessem ir mais além do concreto.
- Vai lhe dar a impressão de estar diante de uma pessoa imune às críticas e aos elogios dos demais.
- Se você falar de amor, ele ou ela evitará se envolver na conversa. O incômodo ficará evidente.
O estilo esquizoide, juntamente com o antissocial, representa a máxima expressão da indiferença: uma passiva, a outra ativa. Mas enquanto o antissocial tentará seduzir com uma atitude encrenqueira para logo usar você, o ermitão procurará relações circunstanciais que não lhe solicitem esforço afetivo. O estilo esquizoide não dá nem recebe, apenas basta a si mesmo. *


terça-feira, 23 de setembro de 2014

CRIANÇA DE UM A DOIS ANOS

01
Nessa fase, a criança está cheia de energia
e entusiasmo. Aprende por meio da
exploração do ambiente, curiosidade,
imitação e imaginação sem fim.
Quanto mais a criança é estimulada a falar,
movimentar-se e descobrir, maior será o
desenvolvimento do seu cérebro e da
coordenação fina dos seus movimentos. Essas
realizações, ajudam a criança a se comportar
com mais competência e confiança.
A criança, nessa fase, já pode engatinhar
e andar e se desloca pela casa. Abaixa-se,
sem cair, para pegar objetos no chão.
Começa a identificar as partes do corpo
e aprende a falar o nome delas.
Ainda se comunica por gestos, abana a
cabeça para dizer não, dá adeus, bate
palminhas, fala pequenas frases, como
“mamá qué bola”, “papá qué água”.
Atenção:
• A família deve estar perto da criança para
que ela se sinta protegida ao aprender a andar.
• A criança aprende a falar com as pessoas
que falam com ela, repete o que ouve e, por
isso, devemos falar corretamente as palavras.
• A criança já entende o que falam com ela,
mas nem sempre obedece. Ela atende quando
se interessa por fazer o que foi pedido.
• Chora e faz pirraça quando é contrariada.

sexta-feira, 4 de julho de 2014


Os 12 Princípios do Amor-Exigente
1) Raízes Culturais
2)
Os Pais também são Gente
3)
Os Recursos são Limitados
4)
Pais e Filhos não são iguais
5)
Culpa
6)
Comportamento
7)
Tomada de Atitude
8)
Crise
9)
Grupo de Apoio
10)
Cooperação
11)
Exigência ou Disciplina
12)
Amor
Como se pode ver, são 12 Postulados, 12 convicções simples, realistas e quase óbvias sobre a realidade da vida.A partir deles nós elaboramos os "nossos princípios de vida e de comportamento".
O Amor-Exigente é para "ser vivido por você".
Não é uma ferramenta para aplicar nos outros.

No Amor-Exigente ninguém vai lhe dizer, a priori, o que fazer. Você vai se conhecer e descobrir o que quer, então, com ajuda do seu Grupo de Apoio, você descobrirá o que começar a fazer, quando e como.

Os problemas da família e da escola tem raízes em nossa atual cultura ou sociedade.
Estamos preparados para enfrentar os dias de hoje?
A Televisão – A mídia – A tecnologia fazem a sua cabeça?
Você já experimentou:
Parar –> Observar –> Refletir –> Questionar –> E daí se Posicionar?
Como exemplo vamos refletir sobre o seguinte: Nós pais, lutamos contra o autoritarismo, que durante algum tempo dominou a vida do país, e o varremos. Só que, ao varrer o autoritarismo, nós, descuidadamente, varremos também a autoridade.
Autoritarismo é algo perfeitamente descartável, mas a
Autoridade é princípio ético e moral essencial da sociedade
Aspectos que devemos considerar
  • Conhecimento: É preciso estar bem informado sobre problemas e situação real do mundo atual. Ex.: "Os problemas sociais do Brasil são oriundos da superpopulação". Esta é uma afirmação que é constantemente feita e raramente questionada.
  • Comunicação: é preciso comunicar-se. Nada de isolamento, comunicação real. Assistimos, em nossa atual cultura, que as pessoas estão inseguras, cheias de medo e de frustrações, e ainda, gente que não se comunica:
    É "isso" ou "aquilo" e não tem conversa nem meio termo.
  • Falta tempo e coragem para "Falar", "Ouvir" e "Agir": Exercer a liberdade de fazer boas escolhas, mudar de rumo e trilhar novos caminhos.
Hoje, a maioria das pessoas alicerça os seus valores no Ter e não no Ser.
Precisamos resgatar os valores dignos de serem vividos e pelos quais estamos dispostos a morrer.
Filhos, pais, professores e alunos, você também é gente.
Somos gente e, como gente, erramos e aprendemos.
Devemos assumir nossas limitações naturais.
  • Este é o princípio que nos leva a nós próprios, que derruba mitos. É o princípio que nos liberta.
  • Somos gente, não super-homens, podemos errar sem culpa.
  • Não dá para resolver tudo nem controlar tudo.
  • Nós também temos problemas quando queremos ser um pouco super- heróis, um pouco deuses. Lembrem-se que é fácil passarmos de pais heróis a pais otários.
  • A sociedade criou uma falsa expectativa de que ser um bom pai é nunca errar. E nós, em estado permanente de insanidade, buscamos essa perfeição, vivendo permanentemente frustrados, pois não a alcançamos. Ser um bom pai é buscar, com verdade, errar menos. Quantas vezes nos deparamos com situações em que não sabemos o que fazer, o que responder? Afinal, somos apenas humanos.
  • Esse princípio nos permite sonhar buscar a felicidade, nos permite aprender, nos propicia a tranqüilidade para receber críticas e questionamentos como pais. Assim podemos mostrar aos filhos que é possível ser falho, limitado e ao mesmo tempo correto e feliz.
  • Ao admitir que somos humanos permitimos que os filhos, possam também assumir a sua humanidade.
  • Ser gente nos dá o direito de buscar momentos de silêncio, tranqüilidade, privacidade, prazer, lazer, realização pessoal, etc. Há um outro aspecto nele: Os cônjuges também são gente, também passam por momentos de desânimo, cansaço, tristeza, desilusão, dor, angústia, medo, insegurança, incerteza. Afinal, marido e mulher também são humanos.
  • Normalmente o parceiro é ótimo quando faz tudo o que o outro quer. O parceiro não é um carrinho de controle remoto, ele tem uma individualidade que aspira, no mínimo, ao respeito. Tem o direito de sonhar, de ser feliz, de buscar a sua auto-realização, a realização dos seus talentos e de sua individualidade.
  • O ser humano tem o direito à felicidade, tem o direito de buscar o justo e oportuno prazer, tem o direito de buscar a sua realização.


Nossos recursos físicos, emocionais, intelectuais, econômicos são limitados.
  • Em nosso primeiro princípio Raízes Culturais, buscamos o nosso auto-conhecimento. Daí procuramos:
Observar – Refletir – Questionar – Nos Posicionar
  • No segundo princípio, vemos que somos gente e como pessoas humanas não somos Deuses, não somos perfeitos. Mas devemos ser tratados com consideração e respeito, porque somos gente. Devemos reconhecer nossas limitações e procurar enfrentá-las, sem mentiras ou manipulações.
  • Temos direitos e deveres.
  • Direitos: de dormir toda noite, de passear, de nos divertirmos, de termos paz e tranqüilidade.
  • Hoje, os nossos jovens colocam-se bem ao contrário, nada dão em troca e nós lhes damos tudo, haja o que houver, custe o que custar. O que para nós foi difícil, damos a eles sem deixar faltar nada e muito além daquilo de que necessitam. Não se sinta nesta obrigação! Seja precavido e reserve-se o direito de uma negativa, se perceber abuso ou falta de merecimento na solicitação.
  • Deveres: e obrigações é o que não falta nas cobranças que os filhos fazem a nós, pais.
  • Respeito é bom e toda gente gosta. O seu direito dos filhos termina onde começa o nosso e a todo direito corresponde um dever. Gastar só o que está a meu alcance. Comprar o que é necessário. Quantos pais se privam de necessidades básicas, para atender aos caprichos de seus filhos, muitas vezes dobrando sua jornada de trabalho para atender aos caprichos de seus filhos.
  • Educar bem os filhos é fazê-los entender deveres e responsabilidades, levando em conta que eles aprendem facilmente a obter direitos e vantagens.
  • Aquilo que não se ensina em casa, a vida vai ensinar-lhes a duras penas.

Eu e você não somos iguais. O que nos diferencia são nossos papéis.
E isto não é motivo para desavença, nem competição.
  • Este postulado nos leva a refletir sobre nossos diferentes papéis, nossas funções e responsabilidades que delas derivam.
  • Pais são guias, orientadores e legisladores. Ser amigo do filho, não significa deixá-lo fazer tudo. Para que o filho exista é necessário que haja pai. Amigos, os filhos já têm muitos. Não torne seu filho órfão de pais vivos.
  • Ser pai é mostrar caminhos, que só são mostrados pela autoridade. Autoridade é força moral conquistada a custo de imposições que os pais fizeram antes a si próprios. Diante de um fato faz-se necessário, primeiro, reflexão e ação, para depois haver a falação.
  • Os pais devem promover:
    • Bem estar emocional, dando condições para que os filhos se desenvolvam num ambiente normal, alegre que tenha paz e equilíbrio visando a saúde mental deles;
    • Bem estar social, permitindo que os filhos tenham espaço para conhecer pessoas, se relacionarem com elas, de modo que aprendam a apreciar e respeitar os diferentes;
    • Bem estar espiritual, proporcionar aos filhos o conhecimento de Deus para despertar neles a consciência do respeito ao Criador, Suas criaturas e Sua obra: Valores;
    • A educação e formação dos filhos. Educar bem os filhos é tirar de dentro deles o melhor que têm a oferecer: Seus dons, talentos e capacidades potenciais. O ser humano é um "ser de realização". Realizar-se é enfrentar e vencer desafios, atingir objetivos.
  • É direito dos pais:
    • Ter uma noite de sono, sem se preocupar, sem ser acordado.
    • Morar numa casa limpa, receber cooperação e cortesia em sua casa.
    • Não ser desconsiderado nem maltratado.
    • Ajudar seu adolescente a aprender sobre direitos e deveres, dele e dos pais.
  • Se você não fizer seus direitos serem respeitados, não poderá exigir que outros, nem mesmo seus filhos, o respeitem. Pai é guia, orientador, legislador: deve nortear a conduta do filho, criando regras ou princípios que precisam ser respeitadas e que irão prepará-lo para enfrentar o mundo em que vive.
  • Lembre-se: Ser amigo do seu filho é ajudá-lo a ser a pessoa certa para si mesmo e para o mundo.

A grande desculpa para não se fazer nada.
  • Culpando alguém, você simplesmente perde a responsabilidade por si mesmo e não precisa fazer nada.
  • Ao culpar-se torna-se uma pessoa indefesa e sem ação, desiste da sua autoridade e compromete seu desempenho.
  • Não se deve confundir sentimento de culpa com responsabilidade. Diante de um fato posso não ter culpa, mas, seguramente, tenho responsabilidade. Sentimento de Culpa leva ao imobilismo. Responsabilidade chama à ação.
  • Desde a infância o ser humano usa sua liberdade de escolha. Portanto, os pais não são responsáveis pelas escolhas feitas livremente pelos seus filhos, normalmente sem consultar antes os pais. O ser humano só é livre até o momento que faz uma escolha.  Depois, passa a ser responsável por ela e todas suas conseqüências. Quem escolhe é que deve responder.
  • Quantos pais se punem, se condenam, se subestimam, sentem auto–piedade ao serem complacentes para com os filhos e implacáveis para consigo próprios. São os pais que não conseguem ver a realidade que está diante de seus olhos.
  • Sentir-se culpado, achar culpados, de nada adianta. Neste caso mostra apenas que consciente ou inconscientemente estamos acreditando que somos melhores que os outros e até que somos onipotentes. Que somos capazes de mudar a vida dos outros, fazê-los felizes ou infelizes, levá-los ao sucesso ou ao fracasso.  Isto é presunção de onipotência. E aí, como não os vemos felizes, desenvolvemos um sentimento inconsciente de culpa.  Irreal, inútil e prejudicial.
  • Dentro do AE, neste programa de prevenção e solução de problemas, eles vão encontrar recursos que lhes permitem acertar ou errar, sem que, com isto, sintam-se culpados.
  • Perdoar! Quem não perdoa é prisioneiro do passado. Perdoar é dar oportunidade a si mesmo e ao outro. O mais difícil perdão a ser dado é aquele que precisamos dar a nós mesmos (não confundir perdão com desculpa). Devemos estar sempre compromissados com condenar os atos menos bons, mas nunca os autores.
  • Amor-Exigente não é um programa de caça às bruxas. Queremos nos livrar de qualquer tipo de emoção negativa que possa nos impedir de ter as melhores condições para desempenhar nossos papéis e resolver problemas.
  • Acabando com culpas e culpados, com vítimas e algozes cuidando dos sentimentos de raiva, medo, auto-piedade, punição ou auto-punição estamos crescendo, amadurecendo o espírito, assumindo responsabilidade, caminhando a largos passos para a solução dos problemas.
  • Viva o Perdão!!!     Viva a Responsabilidade!!!    Vamos à ação!!!

Devemos amar nossos familiares,
mas rejeitar toda influência negativa dos seus comportamentos inaceitáveis ou da adicção.
  • O comportamento dos pais afeta os filhos, assim como o comportamento dos filhos afeta os pais. Como é verdade que o comportamento dos filhos altera o comportamento dos pais, o inverso também é verdade: os pais, ao mudar suas atitudes, provocam mudanças no comportamento dos filhos. Como queremos que nossos filhos mudem de atitude se não mudamos as nossas? Como queremos que nossos filhos mudem de atitude se continuamos a ser permissivos e adeptos da auto-piedade?
  • Os pais devem estar conscientes do seu papel no lar e na sociedade. Diante de um comportamento inaceitável, não podem competir com ele ou perder a dignidade. Uma atitude inconseqüente e rebelde não justifica uma reação absurda.
  • É preciso manter o equilíbrio, se quiser dominar a situação, ser dono de sua casa, conduzir sua família no rumo certo.
  • Devemos ter: Dignidade, harmonia, firmeza, autodomínio, flexibilidade.
  • Os problemas e comportamentos indesejáveis não surgiram ontem. Os nossos filhos foram se desumanizando lentamente. Portanto, a recuperação também será gradativa, sem milagres.
  • Comece a trabalhar o seu comportamento. Somos bons, mas podemos ser melhores para nós e para os outros.

  • Nos seis primeiros princípios, nós nos vimos e nos avaliamos. Agora devemos Tomar uma Atitude. Assumir posições claras e bem definidas. Ao tomar uma decisão, ser firme e perseverante.
    • Neste momento já estamos praticando os Princípios do autoconhecimento:
      1o Os problemas da família são inerentes ao mundo atual.
      2o Os pais também são gente
      3o Os recursos materiais e emocionais dos pais tem limites.
      4o Pais e filhos não são iguais.
      5o A culpa torna as pessoas indefesas e sem ação.
      6o O comportamento.
    • O que leva as pessoas, na maioria das vezes, a não tomar atitudes é o medo. Medo de possíveis reações, medo de precisar manter a atitude tomada; Medo de assumir as conseqüências; Medo de possíveis perdas.
    • Quanto mais tardarmos em tomar atitudes, mais as situações se agravarão.
    • A perseverança é o cerne da mudança de atitude. Muitos educadores estão dispostos a mudar e até iniciam o processo, mas quando surgem os primeiros sinais de alerta a atitude mais freqüente é desculpar e justificar o comportamento inaceitável do seu educando.
    • Dizer sim a:
      Mudança, Criatividade, Humor, Compromisso, Firmeza e Perseverança.
    • Dizer não a:
      Acomodação, Preguiça, Indiferença, Resignação, Raiva e Medo.
    • Devemos começar tomando atitudes em relação a nós, uma atitude que corrijam a nós próprios. Tomar uma atitude com coragem, sem medo, procurando corrigir um comportamento inaceitável enquanto ainda há tempo.
    • Assumir posições ou fechar questões podem precipitar uma crise e gerar um impasse.
    • Crises implicam dor, desconforto, insegurança, mas criam a oportunidade de romper com o passado e abrem a possibilidade do novo.
    • Quem gera a crise a administra. Quando são os filhos sempre os geradores de crises nós ficamos somente na reação e não na ação. Temos de criar crises para poder agir, para poder administrar. Ao criar uma crise, precisamos estar compromissados com a verdade, livres dos sentimentos de raiva, sem sentimentos de vingança, sem revanchismos, sem justificativas.
    • De uma crise bem controlada surge a possibilidade de mudanças positivas.
    • Hoje nós, pais, encontramos imensas dificuldades em dizer não aos filhos, a impor caminhos coerentes com os princípios que norteiam as relações familiares.
    • O "não" mais educativo é aquele que conseguimos que o jovem pronuncie para si mesmo, fruto da sua conscientização e do nosso exemplo.
    • Não tenhamos medo de criar crises, o tamanho da crise é proporcional ao tamanho das mudanças que estamos fazendo: Só em nós; Só nos outros; Em nós e nos outros.
    • Sem autoridade jamais poderemos criar crises construtivas. A crise nunca pode ser evitada, mas pode e deve ser controlada. Para controlar crises basta adotar os 12 Princípios do Amor-Exigente como geradores dos nossos próprios Princípios de Vida. Lembre-se: Questões que envolvem Princípios de Vida são inegociáveis.
    • Ao criar uma crise devemos estar preparados para a chantagem e o jogo emocional, para as agressões moral, verbal e física, para o desacordo da macro-família e da sociedade.
    • Criar crises é um risco? Sim... o risco de dar certo.
    • Os pais que querem que seus filhos deem certo devem escolher a melhor alternativa, mesmo que não seja a mais fácil, para os filhos nem para si próprios.
    • Falando de crise, a forma de enfrentá-la é vencê-la. No Amor-Exigente adotamos uma palavra mágica: De-fi-for-exe
      Defina o Alvo, Fixe Prioridades, Formule um Plano e Execute-o
    • Os pais devem estar alerta e serem capazes de amar seus filhos de modo a fazerem por eles o que precisa ser feito, sem pena deles ou de si próprios.
    • O Grupo de Apoio é o lugar certo onde se reaprende a dialogar. Você é visto, é ouvido, é compreendido e se torna capaz de ver, ouvir e compreender.
    • As famílias precisam dar e receber apoio em sua própria comunidade para que possam mudar sua atitude.
    • Ao se engajar em um grupo de apoio a família tem diminuída a sua carência, o seu medo, a sua incapacidade e a sua vergonha. A comunidade passa a ser um referencial, um ponto de equilíbrio e aconchego, um grupo onde não se precisa vestir máscaras, ocultar ou até mentir.
    • O grupo me serve de espelho, no qual posso me ver. É um espelho mágico, pois me mostra, inclusive, o que eu, sozinho, não consigo ver. Tudo isso com muito respeito, carinho e disposição de ajudar, pois os membros dos grupos de apoio são, geralmente, pessoas que já passaram ou estão passando por dificuldades similares. É o encontro de pessoas unidas pelo sofrimento e pela esperança.
    • O grupo dá as mãos, sugere novos rumos, modera os impulsos, encoraja, assume tarefas, acompanha, alegra-se com os sucessos de seus membros, transforma-se em família, mostra que as grandes modificações são produto de pequenas, sucessivas e constantes mudanças.
    • O grupo deve ter paciência ao mesmo tempo em que deve tornar-se um elemento estimulador da ação.
    • Nesse apoio da comunidade não incentivamos e também não aceitamos culpas ou culpados. Ajudamos na fixação dos limites, na tomada de atitudes e conseqüente precipitação da crise. Depois, também no controle da crise, dando-lhes coragem para não desanimarem até atingirem o alvo desejado, ajudando, ainda, a encontrarem ou descobrirem uma fé cheia de entrega e de esperança.
    • Cooperação é a união de pessoas em volta de um trabalho para o bem de todos. Sem a cooperação temos um amontoado de pessoas que comem e dormem numa mesma casa e nada mais. Um hotel ou motel. Uma das característica de um hotel é a frieza que envolve as relações das pessoas.
    • É comum ouvir crianças dizendo: "A minha empregada". Esta fala é altamente sintomática. Provavelmente a criança está sendo privada de assumir os cuidados de suas coisas como: arrumar as gavetas de seu armário, a sua cama, limpar e ordenar o seu quarto e assim por diante. Observe: arrumar as suas coisas. O que dizer das tarefas comunitárias? Quando um filho se atém a somente cuidar de suas coisas ainda não é um cooperador, pois está fazendo somente coisas para si e não para o bem do seu núcleo familiar, família ampla ou comunidade.
    • Freqüentemente, esquecemos que o trabalho enobrece, cria vínculos, desenvolve e aumenta a auto-estima, desenvolve a capacitação, prepara para a vida, ensina valores, dá mais sabor ao lazer...
    • Cooperação é a união de pessoas em torno de um trabalho comum para o bem de todos.
    • Quando fazemos o que um filho pode fazer estamos roubando-lhe a oportunidade de crescer.
    • Hoje observamos em vários lares que os adolescentes apresentam uma expressão de absoluto fastio, de acomodada insatisfação, por não ter função na ordem familiar estabelecida. São os tiranos que padecem da "síndrome do sofá". Os filhos só deixarão o comportamento de tiranos quando os pais mudarem o seu de servos, de facilitadores, para o de pais com autoridade que estimulam, cobram e premiam com justiça.
    • Devemos dizer não ao individualismo, atualizando-nos nas informações, para não nos sentirmos traídos pela má-fé; mudar a nossa conduta e a conduta da nossa família, ou seja, a de todos e não somente a do filho-desafio, já que todos pertencem à mesma família. Todos devem ter a mesma responsabilidade através da cooperação.
    • A única maneira de o jovem reencontrar o sentido da vida é ser a melhor pessoa para si mesmo.
    Nós o amamos, mas não aceitamos o que você está fazendo de errado!
    Este pensamento constitui a pedra angular do Amor-Exigente.
    • Exigir é cobrar apenas o que é devido e o que é justo.
    • Estabelecer disciplina é estabelecer metas e impor limites, inclusive e principalmente nas pequenas coisas; O cotidiano da vida é produto da somatória das pequenas coisas.
    • Ao estabelecer normas verifique primeiro quais os seus recursos para que elas possam ser cumpridas. Estabeleça também quais as conseqüências pelo não cumprimento delas. Tenha sempre presente que as exigências não sejam insolúveis, desleais, injustas, inoportunas e indignas. Verifique se você está determinado a fazer cumprir as metas e os limites que, livremente, está estabelecendo.
    • O filho não tem de amar os pais, mas tem de respeitá-los e, conseqüentemente, toda família. Diante das metas e limites ele terá de fazer uma escolha. É ele quem faz a escolha. Diante da liberdade do homem não podemos fazer nada a não ser mostrar caminhos e rezar.
    • Ao assumir uma posição clara e inequívoca, acompanhada de atitudes coerentes com ela, estamos dizendo aos nossos filhos que não concordamos com suas atitudes erradas e que não estamos dispostos a ser cúmplices nem testemunhas, por omissão, de suas loucuras.
    • Se queremos que ele deixe as drogas, ou qualquer comportamento errado, temos de propiciar e até mesmo provocar as perdas. Somente pelo confronto direto, corajoso e determinado é que os pais conseguem libertar um filho das drogas e da corrupção de valores.
    • Vamos Exigir, disciplinar sem o aspecto de punição. Conscientes de que o que os filhos não aprendem em casa, conosco, a vida vai ensiná-lo, muitas vezes, às duras penas... duras para nós e duras para eles.
    • Num trabalho lúcido, perseverante, sem acomodação vamos disciplinar para levar à libertação!
    • "Exigência na disciplina com o objetivo de ordenar, organizar a nossa vida e nossa família".

    • Amar é fruto do real interesse pelo outro, mesmo que o outro não nos desperte simpatia. O amor estabelece compromissos. Sua prática implica fidelidade com verdade. Amar significa aderir a algo, mesmo que para isso se tenha de abrir mão de coisas de que gostamos. Amor significa ir em direção ao objeto amado. O amor liberta o homem de si mesmo, haja visto o perdão incondicional de si e do outro.
    " Amor com respeito, sem egoísmo sem comodismo...
    Amor desvinculado da obtenção de quaisquer vantagens.
    Amor que educa e orienta".

    Pai!
    Tua Exigência sem amor me Revolta.
    Teu Amor sem exigência me Humilha.
    Teu Amor-Exigente me Engrandece